Projeto em parceria com o @licinio_florencio e o @andre.doctours
// entre marido e mulher.
um projeto fotográfico que nasceu da vontade de gritar o silêncio que a violência tantas vezes exerce.
A ideia cresceu de várias conversas duras entre mim o Licínio e o André. O @im.frankieboy fotografou, nós interpretamos.
O sofrimento de todas as mulheres silenciadas ecoam nas nossas ações.
Expomos a realidade do que não vivemos mas que sentimos que devemos amplificar chocando, mostrando.
A violência doméstica é um crime público.
Temos obrigação legal de denunciar.
Temos obrigação moral de educar.
Em Portugal, 24 mulheres foram assassinadas em 2025. Milhares continuam a viver em silêncio, muitas vezes em relações de intimidade ou namoro. A violência não começa com um murro: começa com o controlo, a humilhação, a normalização.
A nossa normalização. De todos.
Nas redes sociais, esse controlo ganha novas formas — mensagens constantes, exigência de localização, exposição pública. O que parece amor pode ser abuso. É violência.
A mudança está em cada um de nós: em não normalizar, em educar, em ver, escutar e agir - denunciar!
Obrigada, Licínio e André pela dureza que foi trazer à luz estas imagens. 🤍✨️
Lord Åndreas, líder do clã Fønsæca, ao chegar a casa no fim de um longo dia depois de aviar 200 visigodos na sangrenta batalha de Schjelderup-Aursnes. Com o suor da vitória ainda a escorrer pela barba (cuidadosamente hidratada com óleo essencial de cachalote-dos-fiordes) e o machado ainda a fumegar de justiça, o temível guerreiro viking ergue a sua taça de hidromel sem glúten e num potente brado que aquece o ar gélido do ártico propõe um brinde: "A Odin, por me dar força! A Thor, por me dar estilo!", antes de se atirar às costeletas fumegantes de um alce que caçou apenas com a violência do seu olhar e grelhou com o fogo da sua fúria. E assim, entre arrotos de honra e brindes à glória, finda mais um dia banal na vida quotidiana do clã Fønsæca.
Deus criou os oceanos e os continentes ao terceiro dia. Foi um dia cansativo por sinal. Suponho que a determinada altura, Ele se terá cansado e recorrido à inteligência artificial para inventar as Ilhas Lofoten, de tão surreais que são 🇳🇴🙌
Sonhei com um arquipélago que fica a caminho do Sol, suspenso entre o improvável e o impossível. Um pedaço de terra que desafia os limites da resiliência humana e onde a realidade é uma mera sugestão. Um lugar onde a lógica tropeça no absurdo da beleza e onde as montanhas afiadas com cobertura de glacé dançam na linha do horizonte, posando para a foto ao lado de fiordes majestosos cujas águas cristalinas servem de espelho para um céu de humores voláteis - ora sereno, ora furioso, nunca previsível. Um lugar onde os dias se tornam órfaos da noite que se esqueceu de existir e o sol se entretém a esticar os dias até à eternidade, distorcendo a perceção do tempo.
Terá sido apenas um sonho?Não sei, só sei que gosto muito de sonhar acordado...
@andreiamateus.g ❤️
Para começar o fim de semana com um bom 'mood' 🔥
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Bled. Um lago pristino que alberga a única ilha da Eslovénia. Ao fundo, os Alpes Julianos coroados de neves tão eternas quanto as juras de amor entre uma ilha sem descendência e um castelo diagnosticado com vertigens crónicas a preparar um mergulho há mais de mil anos.
Na ilha, foi edificada a Igreja de Assunção de Maria, cujo sino realiza desejos. Alcançar a ilha exigiu uma travessia musculada e ritmada pelo descompasso da madeira a romper a placidez da água. Porém, não tocámos o sino nem sequer visitámos a igreja: mesmo a concessão de desejos pode ter um custo de admissão disparatado. Além disso, quando o instante vivido é, por si só, um desejo que se materializa, há que aproveitar o momento e não ser demasiado garganeiro…
“E quando acabarem as perguntas?”, questiona-me, em tom desafiador, o título de um livro.
Nesse dia, deixarei de perseguir o ar rarefeito e de fundir o azul da água com o do céu. Acalmarei a obsessão dos pés em andarem sempre à frente um do outro e deixarei de acreditar no pote de ouro ao virar da próxima curva.
Enquanto formos incompletos, estaremos a salvo de nós próprios...