O dia começou leve, como se o tempo soubesse esperar.
Entre pincéis e risadas, o estúdio se tornou refúgio.
Na mesa, a Bíblia bordada com “Família Sobral”.
Entre as páginas, fé e calma — tudo o que bastava.
As crianças corriam, o riso enchia o espaço,
e ela, que dizia ser tímida, começou a florescer diante da própria luz.
No first touch, eles não se viram, mas se encontraram.
O amor respirou fundo — como se também estivesse esperando aquele momento.
Entre oração e silêncio, o dia se acendeu.
E a Faísca, mais uma vez, viu o que sempre procura:
presença, verdade, e o instante em que o sentir vence o ensaio.
Eles não posaram.
Viveram.
O corredor de pedra levava ao encontro.
O lago refletia calma.
E cada abraço multiplicava o amor.
Naquele fim de tarde, o dourado não iluminava só a chácara.
Acolhia.
E a Faísca não procura o perfeito.
Procura o que vibra,
o que treme,
o que insiste em ficar aceso.
O ipê não guardou suas flores.
Deixou o vento brincar,
e até o periquito entrou na cena,
derrubando pétalas como quem sabe o valor do detalhe.
Entre colunas e luz forte,
eles fizeram o espaço parecer casa.
Riram, correram, pararam.
E a grandeza virou intimidade.
No fim, não foi o Palácio.
Foram eles — leves, presentes,
fazendo do instante memória.
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Nada ali era ensaio.
Era emoção em estado puro.
Ela conteve o choro.
Ele aprendeu o gesto certo pra acalmá-la.
Entre um voto e outro,
o sol se inclinou devagar,
o vento trouxe calma,
e as bolhas sopradas fizeram o resto.
A Faísca não persegue o perfeito.
Ela se acende no que é humano —
no simples, no breve,
no que o coração guarda
quando a imagem já passou.
A pele encosta.
O calor passa.
A respiração encontra compasso.
De olhos fechados,
não há pressa.
Só silêncio que aquece
e a certeza de estar em casa.
O amor também tem cheiro,
tem pausa,
tem peso suave.
E, às vezes,
cabe inteiro
nesse gesto pequeno:
duas testas que se tocam
e não precisam dizer nada.
Há coisas que a gente não vive duas vezes.
Ver dois amigos caminhando para o maior encontro da vida…
sentir que cada sorriso, cada silêncio, cada toque já carrega um mundo.
Hoje é deles, mas é também meu — por poder guardar isso para sempre. Vem que vem, Dioguinho!
Rastro de luz em movimento.
Brilho que rasga o escuro.
Forma que não se explica —
mas se impõe.
Não foi sobre seguir.
Foi sobre abrir caminho. Captação braba da bela 👌🏻
A Faísca não busca o esperado.
Revela o que insiste em ser.
Nem toda noiva é promessa.
Às vezes, é agora.
Sem moldura.
Com movimento.
A luz estoura.
A sombra respira.
O que raspa, fica.
Beleza também treme.
E é ali que mora a verdade.
Se não couber,
acende fora.
Presença não precisa de plateia.
Só de verdade.
Foi.
Sem pedir licença.
O tempo entre um gole e outro parecia respirar com eles.
A luz tremia devagar.
As mãos falavam pouco.
O silêncio, muito.
Não era sobre comida.
Era sobre presença.
Sobre dividir o tempo,
em vez de ocupá-lo.
Sobre estar inteiro,
mesmo sem dizer uma palavra.
Entre o prato e o olhar,
algo ficou aceso.
E a gente só fez o que sabe:
guardou o que não se vê —
mas se sente.
Felicidade não vem com hora marcada. Ela escapa dos grandes planos e se esconde nos detalhes: no vento contra o rosto na estrada, na água gelada despertando a pele, no silêncio confortável depois do riso. Júlia e Lukas fizeram de um dia qualquer um instante eterno (não porque buscaram grandes gestos, mas porque se permitiram sentir).
Martha Medeiros já escreveu que a felicidade é uma combinação de sorte com escolhas bem-feitas. E, às vezes, escolher simplesmente estar presente já é o suficiente.
“Talvez o que faz um momento ser inesquecível não seja o que aconteceu, mas como a gente sentiu enquanto ele passava.”
Júlia e Lukas fizeram do simples algo eterno. Sem pressa, sem ensaios, só o agora sendo vivido por inteiro. O dia correu entre trilhas, quedas d’água e aquela liberdade que só quem já dividiu o vento sabe explicar. No fim, não foi sobre o lugar ou a hora, mas sobre a forma como tudo pareceu certo—como se aquele instante já tivesse sido deles antes mesmo de acontecer. Porque, no fim, o que fica não é o dia, mas a forma como ele marcou a gente. Ficou com vontade? Conta pra gente aqui!