Adriana Perin

@adrianaperin_

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desde criança, “quero ser atriz”. a adolescência toda “negando” qualquer outra habilidade — “dri, você podia ser escritora” — tamanho o medo de afastar esse sonho sutil, tão desafiador de sustentar, especialmente depois da formação que sim, veio, como atriz. hoje não nego mais nenhuma outra habilidade. pelo contrário, meu ascendente em gêmeos adora reunir todas elas, e a gente vai dançando juntas nesse caos artístico criativo que me é tão familiar. escritora, locutora, comunicadora, apresentadora, preparadora de elenco, idealizadora, fuleira conselheira para assuntos cotidianos, mãe, mas, sobretudo… atriz. é isso que escrevo com mó orgulho na ficha do hotel. e, dentre todas as coisas bonitas que a gente pode fazer no mundo, como é auspiciosa essa ocupação. taí um reel pra compartilhar um pedacinho da caminhada vestindo vidas outras ♡ — feito pela queridona @carolina.calcavecchia , numa construção sempre sempre junto com @veredasagenciamento e tantos parceiros que amo e admiro em cada um desses trabalhos. caminhos abertos pra nós. 🌿
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10 months ago
pois eu invoco que cada mulher abra com a faca e com os dentes um caminho de liberdade diante de si. [trecho do curta “Satori”] • Direção - Pedro Gui @pedrogui50 Direção de Fotografia (DOP) - Lucas Loureiro @lucascamera Gaffer - Danilo Alves @daniloalves.mov Som Direto - Pedro Falcão @p_falconn Finalização - João Sucupira @sucupiraejoao Réplica de cena - Orlando Berbert @orlandoberbert Roteiro - Adriana Perin [inspirado em episódios reais] Agenciamento - @veredasagenciamento
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2 months ago
me dou conta agora de quantas versões já fui desde que comecei a me gestar como mãe. “aproveita, passa muito rápido”, ouço isso quase todos os dias de aleatórios desconhecidos na rua, e essa profecia teima em ser verdade quando percebo que essa seleção de imagens tão rica pra mim chegou só nos 9 meses de vida da minha filha, que hoje tem o triplo disso. como cabe viver tanto? acompanhando o crescimento dela, percebo também o meu. todos os alargamentos, vindos com uns tantos alagamentos, pra suportar ser guardiã de um ser humano na Terra. cuidar, amar, proteger, nutrir, se transformar todos os dias enquanto tudo isso acontece. me lembro quando Ayô era uma bebê de 2 meses, e eu tentava estruturar uma rotina pra dar conta das micro e macro tarefas que aquilo exigia. mas eu mesma nunca havia tido rotina na vida. rotina, isso que parece tão comum, mas que eu sempre recusei. meu fascínio, dançar no caos. rezei pra minha filha não nascer no signo de virgem. ela antecipou três semanas a data prevista de parto e se fez virginiana, minha professora, e hoje, das coisas que genuinamente mais desejo é aprender a planejar, organizar, porque dentro dessa nova estrutura, isso é vital pra eu existir como quero, e seguir colocando alguns dons e talentos no mundo. não se enganem, toda mãe continua desejando arduamente colocar seus dons e talentos no mundo. me vejo tão ampliada, que nem consigo me enxergar. é uma mistura de bom com ruim, de clareza com neblina, e acho que a maternidade seja mesmo esse constante amanhecer, porque ser mãe é viver fertilizando o próprio aprendizado. é bonito. a gente também ensina umas coisas pros filhos, e eles aprendem tudo, aí a gente vai se emocionando, vai reforçando tanto a fé, e isso tudo aumenta a gana de viver. celebro muito as mães. celebro tanto a maior delas pra mim, a mãe minha. a Denise, a mulher mais linda que já vi, ela me trouxe até aqui. meu amor por ela é muito mais verdadeiro desde que conheci a maternidade, tem mais cumplicidade, tem uma gratidão tão absurda, porque tudo que é difícil pra mim ela faz parecer muito fácil, e a complexidade tá justamente em hoje eu saber que não é. ❤️‍🔥 me sinto honrada em fazer parte de nós.
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5 days ago
clandestinidade materna • #maternidade #maternidadereal #diadasmaes #unhas
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6 days ago
Diante da permanente negação interna praticamente todas as vezes que penso em publicar coisas por aqui [“se eu mesma tô tão intoxicada de tanto conteúdo, tanta informação, tanta distração, pra que colaborar com isso? Pra que produzir ainda mais disso que tem de alguma forma nos envenenado?”, são alguns dos pensamentos que formam a base dessa negação], decidi me conceder autorização. Só mesmo porque eu quero. Porque gosto de dizer coisas. Porque gosto de ler o que eu mesma disse com um tempo de distanciamento, porque esse ponto de vista distanciado me ajuda a caminhar com mais graça. Graça mesmo, por tantas vezes é engraçado. Porque gosto de discordar também de mim mesma, mas se nada digo pra mim, como posso ter alguma opinião sobre meu próprio discurso. Há um ano não faço análise, exato um ano. Percebo que tenho me ouvido menos. Gosto de me ouvir. E gosto de me ouvir sem a necessidade de um interlocutor, afinal, eu sou aquela que sempre conversou por horas sozinha, naquele tempo que tinha mais tempo sozinha. Percebo que no meu tempo sozinha hoje, acabo optando muitas vezes por coisas menos interessantes do que me ouvir. E pra além de ouvir, que bom é escrever. Me angustia um pouco escrever tantas coisas que gosto e pensar “mas o que faço com isso?” Nada. Ou tudo. Mas não necessariamente nada. Parece que aqui essas coisas tem um pouco mais de serventia do que nos meus cadernos que cada vez mais substituo por meu bloco de notas. Mais uma vez, pela sensação de que no meu bloco de notas elas ficam mais vivas, estão mais acessíveis, de modo que tenham mais utilidade. Eu ainda acho que essas coisas precisam ser úteis. Ainda estou aprendendo sobre qual é o verdadeiro valor das coisas. E, dentre “as coisas”, estou eu também.
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12 days ago
Em breve nosso primeiro single: “Coração Oceano”
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1 month ago
já morou dentro de mim 🫰🏼
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1 month ago
40 anos nessa sexta da paixão! logo eu, uma ariana apaixonada que vive renascendo por aí 🏹🌿
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1 month ago
@adrianaperin_ sempre arrumou motivo pra dar um mergulho no mar, ontem quando encontrei ela ensopada pensei: ela não se aguenta 😂 Mas ela falou: Thissão, acredita que eu virei?! 😃 Batismo feito ✅ E as celebrações não pararam por aí, comemoramos o ano novo astrológico, os 14 dias que faltam pra ela fazer 40 anos em plena sexta feira da PAIXÃO, agradecemos por tanta vida pelo caminho: cardumes, tartarugas, arraia, andorinhas… e fechamos a manhã com mais presença, nossa e das crianças ❤️‍🔥 QUE DIA, MEUS QUERIDOS! Obrigada pela generosidade de sempre @rafatex 🙏🏽 📷 @rodolfoviana.sports
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1 month ago
retrato. registro. semelhança. • por @julieta.bacchin • make @dudubaron agenciamento @veredasagenciamento
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2 months ago
com 11 anos de idade sofri talvez minha primeira violência nesse sentido: indo a pé pra casa de uma amiga, de dia, no calçadão em Vila Velha, um cara passou de bicicleta e bateu MUITO forte na minha bunda. essa foi só a primeira vez. a partir dos 11 anos, não existia andar no calçadão ou onde quer que fosse sem ser muito assediada/violentada. dois anos depois, aos 13, já bem perto de casa, voltando da escola [por volta de uma da tarde], um garoto de uns 17 anos me abordou: ele me abraçou, como se me conhecesse, e começou a falar bem perto do meu ouvido que estava armado, que caso eu não o obedecesse, ele me “estourava”. fui andando do lado dele ainda tentando entender o que tava acontecendo, quando ele me mandou atravessar a rua e entrar no terreno baldio em frente a onde estávamos. o que ele queria fazer nesse terreno baldio? mesmo antes disso acontecer, qual você acha que sempre foi o meu maior medo, e talvez seja até hoje? será coincidência ter medo disso? antes de ele chegar, eu tava andando na rua cantando. por muito tempo não me permiti andar na rua cantando. precisava estar vigilante. NUNCA MAIS, repito, NUNCA MAIS, desde esse dia, aos 13 anos, eu andei na rua sem me certificar se vem alguém andando atrás de mim. caso eu veja que vem alguém — que por qualquer motivo que seja eu me sinta ameaçada, eu paro, ou atravesso a rua, ou dou oi pra “alguém que vem lá de trás”, como tentativa de dizer que não estou só. quantas vezes já andei no meio da rua, por entre os carros, onde tinha mais movimento, com a premissa “prefiro ser atropelada”. quantas vezes já peguei uber “falando no telefone com alguém”, dizendo em quantos minutos eu chegaria em casa, “pra pessoa me esperar na portaria”, só pro cara pensar que tinha alguém acompanhando e me levar realmente pro endereço solicitado. o garoto não conseguiu me levar pro terreno baldio, e a única explicação pra isso, pra mim, se chama intervenção divina. eu comecei a conversar com ele tal qual uma pessoa adulta, com uma calma sobrenatural, [continua nos comentários]
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2 months ago
chegar no restaurante, no teatro, no cinema e desabotoar a calça. em cada um desses lugares, tirar o sapato, ficar descalça. obsessão por sobremesa, massagem, lanchinho da tarde. massagem deveria sempre ter pelo menos duas horas, quando tem só uma hora é todo o tempo sofrendo porque tá perto de acabar. busco prazer o tempo todo, quero sempre muito sentir coisa boa. isso pode ser não tão bom porque em muitos casos me faz não querer fazer o que é teoricamente chato, e ser adulto tem disso de precisar fazer bastante coisa chata. coisa de adulto. ao mesmo tempo que tem muita coisa de adulto que me faz gostar muito de ser adulta pra poder fazer. tem adulto que faz com tanta facilidade coisas que pra mim são difíceis. acho que eles consegue até.. sentir prazer. essa história de que tem comunidades secretas que compartilham fotos de pé, é real isso? essa singela foto pode ser um perigo? meu pé tá tão cascudo que você nem imagina. é que andar descalça na rua, na terra e na areia quente dá muito prazer.
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2 months ago