Olá, pessoal!
Passando por aqui para dar uma atualização sobre Limiares/La Frontera.
A tradução do livro foi finalizada e agora estamos na etapa final de revisão, preparando tudo para que ele siga para diagramação e, depois, impressão.
Nosso time de tradução precisou de um pouco mais de tempo e, como a prioridade d’A Bolha sempre foi a qualidade — e não a velocidade — desses processos, tivemos que reorganizar nosso cronograma de lançamento e envios.
Por isso, os exemplares comprados na pré-venda serão enviados a partir do final de abril.
Sabemos que esperar nunca é muito agradável, então queremos dizer também que quem preferir o reembolso em vez de aguardar pode solicitá-lo sem problema nenhum. Basta escrever para [email protected] que resolvemos vapt-vupt :)
Para nós, o processo de tradução nunca é uma ciência exata. Aqui n’A Bolha, respeitar o tempo de cada trabalho traduzido é parte essencial de honrar as autoras e a confiança que vocês depositam na editora.
Essa tem sido a nossa forma de trabalhar há mais de 15 anos.
Não somos — e nem queremos ser — uma fábrica de livros.
Se tiverem qualquer dúvida, o melhor caminho é sempre falar conosco pelo e-mail: [email protected].
Apesar de estarmos no Instagram, não conseguimos acompanhar as mensagens por aqui o tempo todo. Somos uma equipe pequena, e o e-mail acaba sendo sempre o canal mais rápido.
Esperamos que estejam todes bem. Mesmo quando não aparecemos tanto por aqui, seguimos deste lado de cá, trabalhando juntes com vocês.
Novidades vêm por aí 😘
✨ VEM AÍ: “Limiares / La Frontera: A Nova Mestiza”
(tradução brasileira do clássico Borderlands / La Frontera: The New Mestiza, de Gloria Anzaldúa)
📘 Ensaio-poema-terra-fronteiriça
Enraizades na experiência de Gloria Anzaldúa como chicana, lésbica, ativista e escritora, os textos deste livro desafiaram profundamente — e ainda desafiam — tudo o que pensamos sobre identidade, linguagem, cultura e pertencimento.
🌵 Uma fronteira que não é linha, mas território
Este livro remapeia o que entendemos por “fronteira” — não como uma linha entre aqui e lá, nós e elus, mas como um espaço psíquico, social e espiritual que habitamos e que nos atravessa.
🗓️ Pré-venda colaborativa aberta. Vá até .br/vitrine/financiamento-coletivo ou acesse o link da bio.
💥 Publicado originalmente em 1987, e até hoje reconhecido como um dos livros mais importantes do século XX.
〰️ Para todes que vivem entre mundos, idiomas e corpos. Para quem cria novas possibilidades de existência.
🖌️arte @rudrigomartins
Alô Alô, Brasil! Estamos aqui para anunciar a abertura do Financiamento Coletivo do nosso mais novo projeto “Corpos trans, nós trans: recursos por e para comunidades transgêneras”.
📚
“Corpos trans, nós trans” é um projeto de publicação e tradução do primeiro guia abrangente e de fácil leitura, pensado por e para comunidades transgêneras e não binárias.
Vamos traduzir para o português a 2edição original publicada pela Oxford University Press [Transbodies, trans selves: a resource by and for transgendercommunities] e, através de um trabalho de pesquisa, complementar com informações relacionadas a questões legais e de saúde da realidade brasileira. A publicação é composta por 23 capítulos (ed. brasileira c/ aprox. 900 págs), cada um deles escrito por diferentes autories, representando uma base de conhecimento coletiva de dezenas de especialistas. Cada capítulo acompanha quem lê em um assunto relevante, como raça, religião, carreira, transição médica e cirúrgica, saúde mental, relacionamentos, sexualidade, parentalidade, artes e cultura, entre muitos outros.
Inicialmente, serão 1000 exemplares impressos e distribuídos GRATUITAMENTE, além de 400 e-books distribuídos também de forma gratuita. Sim, esse é um projeto de acesso e distribuição gratuita. Ultrapassando os custos de base da publicação, poderemos ampliar o número de exemplares impressos e distribuídos.
Fazem parte da equipe de tradução: @be_____rgb , @tatiananascivento , @hailey_kaas e @bruxe_ciborgue . @juliannamotter estará a frente da pesquisa sobre a realidade brasileira no que diz respeito à saúde e aos direitos da população trans e não binária no país.
APOIE! COMPARTILHE! NOS AJUDE a chegar em instituições públicas ou privadas, nacionais ou internacionais, pessoas físicas, empresas etc.
Para saber mais sobre o projeto e como apoiar vá até .br/vitrine/financiamento-coletivo ou acesse o link da bio.
Com amor,
A Bolha Editora
🎨arte da capa: Caru Brandi @caru.ttt
Nos 79 anos de Cheryl Clarke, destacamos um poema clássico na obra da autora, para lembrar que intimidade, cuidado e encontro nunca foram luxos. Em sua escrita, o amor entre mulheres emerge como linguagem de resistência, comunidade e possibilidade de futuro.
A publicação de “Intimidade não é luxo” no Brasil, pela A Bolha, que o Arquivo Lésbico convidou para esta collab, também celebra o trabalho contínuo de tradução, edição e circulação de obras que transformam nossa forma de ler o mundo. Ao lado de tantas escritoras negras, lésbicas e queer, Cheryl Clarke construiu uma obra que segue nos ensinando sobre desejo, política e coalizões.
Hoje celebramos sua vida, sua escrita e todas as pessoas que tornam esses textos possíveis entre nós: editoras independentes, tradutoras, pesquisadoras e trabalhadoras da palavra. Viva Cheryl Clarke!
#CherylClarke #BlackLesbians #LésbicasNegras #Literatura
Tá chegando!
Limiares/La Frontera, de Gloria Anzaldúa, está na gráfica. A previsão é que os envios comecem na próxima semana.
Este livro foi construído por muitas mãos, em um processo atravessado por cuidado, compromisso político e trabalho coletivo.
Está chegando. Em uma cadência humana, com atenção e cuidado. O que nos moveu foi fazer existir, com dignidade, uma obra que consideramos de extrema importância, capaz de seguir abrindo caminhos para outras formas de pensar, viver e existir.
Agradecemos profundamente o apoio, o carinho e a paciência de todes que sempre nos apoiaram. Esperamos que este trabalho leve a todes vocês a mesma força, esperança e senso de comunidade que trouxe para todes nós.
ATENÇÃO ⚠️ Captamos cerca de R$ 17 mil na pré-venda colaborativa, mas este projeto tem um custo aproximado de R$ 49 mil, um valor muito alto para uma editora independente que não conta com investimento externo, grandes distribuidoras ou capital de giro, apenas com o apoio de leitories.
Objetivamente, a conta não fecha. E estamos cansades.
Nenhuma movimentação editorial independente existe sem apoio. Publicar fora dos grandes conglomerados significa enfrentar a precarização estrutural que define quem pode circular, quem pode ser lido e quais vozes recebem investimento.
O mercado editorial segue concentrando atenção, distribuição e recursos nos mesmos grupos. São mais de 15 anos tentando mudar uma mentalidade que parece não querer mudar.
Nada muda no nosso mundo se a nossa consciência não muda junto. E consciência se constrói nas escolhas concretas sobre o que financiamos, lemos e deixamos desaparecer.
Espalhe para amigues. É assim que projetos independentes seguem existindo: no boca a boca, na confiança e na construção coletiva. Apoiar uma editora independente não é um gesto simbólico, é uma forma concreta de definir o tipo de mundo que ainda pode vir a existir.
E, se você ainda não garantiu seu exemplar, o link está na bio.
Com amor,
A Bolha Editora
📸 prova gráfica
Olá, minha pova bonita!
O silêncio por aqui não é falta de trabalho, muito pelo contrário.
Viemos atualizar todas as pessoas que nos apoiaram durante a pré-venda e também quem adquiriu o livro depois do encerramento da campanha coletiva. Por motivos de saúde, nossa tradutora, @tatiananascivento , precisou se afastar do projeto, e isso acabou gerando um atraso significativo no cronograma.
Mas fiquem tranquilas, tranquilos e tranquiles: o livro segue caminhando. Já estamos com um time lindo de tradutories que assumiu o trabalho — obrigada, Daniel Lühmann, Larissa Bontempi, Emanuela Siqueira e Jade Medeiros!
A nova previsão é que o livro seja impresso até o final de março.
Entendemos que este prazo é diferente do inicialmente divulgado, então, caso você prefira não aguardar, tudo bem. Basta enviar um e-mail para [email protected] com a sua chave Pix, e providenciaremos o reembolso o quanto antes.
Esta mesma mensagem será enviada por e-mail para todes que já adquiriram a publicação, garantindo que a informação chegue a cada pessoa. E, para quem decidir esperar conosco, deixamos aqui o nosso muito obrigada. Assim que o livro estiver impresso, enviaremos um e-mail para confirmação ou atualização do endereço de envio. Como sempre dizemos: ninguém ficará sem livro.
Agradecemos, de coração, pela paciência e pelo apoio de sempre. Seguimos trabalhando respeitando as limitações das nossas colaboradoras e honrando o ritmo que escolhemos enquanto editora. Não buscamos ser uma máquina industrial. Fazemos parte de um legado construído por pequenas editoras que vieram antes de nós, na coragem, na experimentação, na autonomia e na política anticapitalista e anti-institucional.
E, se você ainda não garantiu seu exemplar, o link está na bio.
Um abraço apertado em todes vocês.
A não binariedade causa uma reação tão imensa porque somos ensinades de maneira consistente que há apenas dois gêneros fixos e universais. Ver outras pessoas desafiarem essa ordem acaba fazendo com que o sistema inteiro seja questionado.
📕 “Além da binariedade de gênero”, de Alok Vaid-Menon. Tradução de @danielluhmann
Sem uma política compartilhada – uma solidariedade –, pessoas escritoras, pequenas editoras e leitories continuarão a dar poder às lógicas institucionais e comerciais de valor literário, promovendo uma literatura que seja aprovada pelo maior: o mercado.
Ainda temos muitos exemplares de “Um mapa para a porta do não retorno” em estoque. Por isso, criamos uma promoção: compre um exemplar e leve outro para presentear. É a chance de apoiar nossa luta e espalhar essa obra tão importante.
Compre de pequenas editoras. Compartilhe. Dê visibilidade.
Sem o apoio da comunidade, seguimos sendo apagades.
Nos recusamos a aceitar uma indústria literária padronizada que apaga a diversidade cultural e submete escritoras, editoras independentes e leitoras às “regras do mercado”. É por isso que apoiamos uma literatura livre, plural e necessária, e cada livro adquirido é um gesto de resistência.
Acesse o link da bio!
✨ Compre 1, leve 2 ✨
📚 A mudança no mercado editorial não vai vir das grandes estruturas. Ela nasce da nossa comunidade.
A sobrevivência das editoras e escritories LGBTQ+ depende da nossa força coletiva — leitories e criadories caminhando lado a lado. Nenhuma editora LGBTQ+ fracassa se apoiarmos seus livros.
🌈 Juntes, somos capazes de transformar o mercado, um livro de cada vez. 📖✊
A agência que detém os direitos de negociação do livro “Um mapa para a porta do não retorno” vendeu os direitos de publicação para uma grande editora, sem nos avisar, mesmo sabendo que ainda tínhamos pouco mais de 400 livros em estoque e que estávamos interessadas em renovar o contrato.
Ficamos muito felizes que o trabalho de Dionne Brand continue a ganhar visibilidade no país. É verdade que não temos condições de oferecer o que uma grande editora pode oferecer à autora, e ela tem todo o direito de vender os direitos do seu trabalho para quem bem entender.
A questão aqui não é essa. A questão é a forma como tudo foi conduzido. Esse modo de atuação, adotado por grandes agências e grandes editoras, pode ser considerado comum no mercado tradicional, mas para nós, aqui d’A Bolha, está longe de ser aceitável.
As formas como essas movimentações de aquisição vêm sendo feitas há décadas precisam ser questionadas. Estamos diante de uma situação estrutural de desequilíbrio no mercado editorial, que afeta de maneira direta e contínua editoras independentes. E essa não é a primeira vez que passamos por isso.
Só porque uma lógica de mercado é praticada há anos, isso não a torna automaticamente ética ou aceitável. E é justamente esse modo de operar das grandes corporações que tem invisibilizado e inviabilizado, de forma contínua e sistemática, o trabalho e a existência de projetos/editoras LGBTQIA+ como A Bolha.
Ainda temos em estoque pouco mais de 400 exemplares e gostaríamos de pedir o seu apoio para que esses exemplares encontrem leitories. Por isso, estamos com a seguinte PROMOÇÃO: ao comprar um exemplar, você leva também um segundo. Assim, pode oferecer esse trabalho tão importante para uma pessoa amiga. É só acessar o link da bio.
A participação da comunidade que acompanha nosso trabalho nesse processo é extremamente importante para dar visibilidade às obras que publicamos. Compre de pequenas editoras, compartilhe, fale e escreva sobre os trabalhos lançados por editoras independentes, especialmente LGBTQIA+. Sem o comprometimento e a consciência da nossa comunidade leitora e dos veículos de cultura literária, seguimos sendo apagades.
ÚLTIMO DIA da pré-venda colaborativa de Limiares / La Frontera: A Nova Mestiza, de Gloria Anzaldúa, publicado originalmente em 1987, e agora em tradução de @tatiananascivento .
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A diferença entre “pequenas editoras”, como nós, das ditas “grandes editoras/conglomerados editoriais” não está apenas na escolha de conteúdo, mas também na estrutura e propósito dessas iniciativas publicadoras. Nós acreditamos na importância da autonomia, autodeterminação, acesso e comunidade, e em editoras como sites não primeiramente de vendas, mas de movimento e diálogo, não como um “negócio”, mas sim como espaços que dependem da comunidade para apoiá-las em troca de movimento, de uma construção de uma economia coletiva que trabalha para criar recursos acessíveis, que conectam as pessoas umas às outras e com uma literatura que importa.
Se você ainda não adquiriu seu exemplar, é só acessar o link da bio.
Bora bora que a hora é agora. :)
📦 Previsão de envio: dezembro
Tem livro, tem poder.
E você faz parte disso.