Ontem apresentamos o nosso primeiro documentário.
Compartilhamos um sonho que saiu do papel e ganhou voz.
@curtacnf
Esse projeto nasceu de algo muito simples, mas profundamente importante: a vontade de preservar uma memória. A memória de um lugar que para muitos pode ser apenas uma praça, mais para mim, é parte da minha história, da minha cultura, da minha identidade.
Em Taguatinga, nos crescemos e vivenciamos tantas experiências, existe uma praça que carrega o tempo em seus bancos, nas árvores, nos caminhos percorridos por tantas pessoas. Um espaço que já foi ponto de encontro, de risadas, de conversas, de vida.
A ideia desse documentário surgiu de uma amiga muito especial,
@_xu . E não é por acaso: foi justamente nessa praça que a nossa amizade nasceu, que a gente se encontrou e criou memórias que levamos até hoje.
Mas hoje, ao olhar ao redor, percebemos algo preocupante: as praças estão desaparecendo. Aos poucos, esses espaços vão sendo esquecidos, deixados de lado, apagados da paisagem e, pior ainda, da memória das pessoas.
Foi isso que nos motivou.
Produzir esse documentário foi mais do que gravar imagens foi um ato de resistência. Foi uma forma de dizer: isso importa. Foi uma tentativa de registrar aquilo que ainda existe, antes que se torne apenas lembrança.
Durante esse processo, eu não apenas contei uma história… eu me reconectei com ela. Cada cena capturada, me fez entender que preservar também é um gesto de amor.
Esse documentário é, portanto, um convite.
Um convite para olhar com mais atenção para os espaços que fazem parte da nossa vida e que surgem oportunidades para mostrar nossas artes.
Um convite para valorizar o que ainda temos.
E, principalmente, um convite para não deixar que nossa história desapareça junto com esses lugares.
Porque uma praça não é só um espaço físico.
Ela é encontro, é cultura, é memória viva.
E enquanto houver alguém disposto a contar essa história… ela não será esquecida.
Muito obrigado.