ECOS DA CRIAÇÃO
No princípio, o silêncio.
Do silêncio, a Palavra.
Inspirada na cosmogonia iorubá e na força criadora de Olodumaré, esta obra evoca Ọ̀rọ̀ — a Palavra que se faz corpo, gesto e criação no Aiyé.
Encerrando a disciplina Dança e Etnia, Vitorya Neves, Karine Barreto e Luca Chaves dão forma à ancestralidade em movimento.
Coreografia e direção de Robert Rodriguéz.
Robert Rodriguéz é artista da dança, intérprete-criador, educador e pesquisador. Licenciado em Dança pela Universidade Federal de Sergipe (UFS), desenvolveu pesquisa voltada para o corpo e o movimento ancestral na Dança de Terecô, consolidando uma trajetória investigativa que articula criação artística, pedagogia e ancestralidade. É formado em Dança Contemporânea pela Escola de Dança e Belas Artes do Estado do Piauí.
Sua produção transita entre contextos artísticos, educativos e coreográficos, com ênfase na relação entre CorpOralidade, ancestralidade e Pedagogias Griôs Aquilombadas. Atua como professor de Artes na rede privada de Aracaju e como professor voluntário no Departamento de Dança da Universidade Federal de Sergipe, ministrando os componentes curriculares Africanias e Dança e Etnia.
É membro do Grupo de Pesquisa Encruzilhada: Corpo, Movimento, Poiesis e Ancestralidade, na linha Mitopoéticas Córeo-Lítero-Musicais Afro-brasileiras, investigando as intersecções entre dança, mitologia, literatura e música afro-brasileira. Integra também o NEABI — Núcleo de Estudos Afro-Brasileiros e Indígenas da Escola Superior de Artes Célia Helena, articulando ensino, pesquisa e extensão, alinhados às políticas de promoção da igualdade étnico-racial.
Mestrando em Artes da Cena pela Escola Superior de Artes de São Paulo (ESCH), desenvolve pesquisa teórico-prática na linha de Processos Criativos, investigando os Ìtàns — narrativas cosmo-mitológicas da tradição iorubá — como caminhos para a criação em dança. Sua investigação propõe a tradução cênica dessas narrativas em linguagem coreográfica e em pedagogias aquilombadas, articulando ancestralidade, oralidade e corporeidade afro-diaspórica como matrizes de composição.
Sua pesquisa integra criação artística, reflexão teórica e produção de material didático-pedagógico, fundamentando-se em epistemologias afrocentradas e no conceito de CorpOralidade, afirmando a dança como território de memória, poéticas, políticas e potência criativa.
Transbordando de alegria por esse momento inspirador e potente.
2ª Edição do Xirê Toré Encontros e Confluências Negroindígenas Sergipana!
Um momento de troca, saberes e ancestralidade, ao lado de pessoas incríveis: professor @professor.sidnei professora @yersiassis , Eloa, professora e Yialorixá @martha_sales e o Cacique Bá @etnia_xoko , líder da etnia Xocó.
Gratidão por essa vivência tão potente e inspiradora! ✨🪞🤍🤲🏼🌿
Prestigiando a abertura Exposição "Tramas de Identidade" da minha queridissima amiga @sou_saramiranda
Querida Sara Miranda, o vermelho sangue, que costura cada obra, também costura os rasgos do corpo, da mente e da alma. Considero suas obras um verdadeiro ato de tramar a re-existência, a vida e as coisas em dias tão dolorido. Muito obrigado!
A exposição ficará aberta até 21 de novembro, na Galeria de Arte do Sesc/SE.