[English in the comments] Sumi do Instagram e quase apaguei minha conta. Desinstalei o aplicativo e por quase um ano só acessei essa plataforma pelo computador para ver mensagens. Onde aqui havia um terreno fértil para inspirações fotográficas e contatos, agora é um espaço em decomposição. Não aguentava mais ver propagandas de coisas inúteis o tempo todo e vídeos aleatórios de coisas que não faço e nem gosto. Ou pior, vídeos de coisas que gostaria de estar fazendo mas não podia. Ganhei muito com essa ausência digital. No lado analógico, executei ideias, visitei exposições, construí pontes. Mas, também, perdi algumas conexões que só as mídias digitais proporcionam. Então, estou reativando este espaço com duas finalidades: não desconstruir as redes que fiz por aqui e divulgar meu trabalho recente. Fiquei feliz com as mensagens que recebi perguntando como eu estava, por que tinha sumido e se ainda estava fotografando. E a resposta é que estou produzindo mais que nunca, só não estou publicando no Instagram. Por isso, te convido a conhecer meu site jpompeu.com (link na bio) e meu blog, onde subo pelo menos uma foto inédita por mês e mais algum texto sobre arte, fotografia e conservação. Meu principal meio de divulgação desde 2024 é minha lista de emails (mando só 4 por ano, nos equinócios e solstícios), onde além das fotos, conto causos sobre minhas andanças fotográficas por aí. Me mande seu email para receber as próximas atualizações :)
Ainda me parece meio surreal ter sido convidado para contribuir em uma publicação ao lado de alguns de grandes nomes da fotografia documental e de natureza. É indescritível a sensação de participar deste projeto da @rsfinternational junto a nomes como Sebastião Salgado, Paul Nicklen, Steve McCurry e Ansel Adams, pra citar uns poucos que me influenciaram lá no início dos meus estudos fotográficos (muito incentivados pela @raquel_de_arruda ). Minha caminhada na fotografia anda atualmente a passos mais lentos do que o que eu gostaria, porém a paciência é uma das maiores virtudes nessa arte.
Como ainda não recebi meu exemplar físico e estou ansiosamente exercendo essa tal paciência, compartilho o vídeo de lançamento do Álbum “Mar: 100 fotografias para a liberdade de imprensa”, que aconteceu no último dia 08 de junho de 2023, Dia Mundial do Oceano. Todos os fundos arrecadados com sua venda são destinados a projetos jornalísticos e de promoção da liberdade de imprensa ao redor do mundo.
Mesmo sem ver em mãos, já estou sabendo que a publicação ficou muito bonita! Para fazer o pedido, basta entrar na loja da RSF. Apesar dos custos de envio para o Brasil, acho que é um material essencial para quem quer se aprofundar na arte fotográfica e, em especial, sobre o Mar.
#albumRSF #worldoceanday #diamundialdooceano #fotografiadocumental #joaopompeu
A memória crítica de @_jpompeu 🖼️
Em sua série "O Brasil de Florence", o fotógrafo e ecólogo refaz o trajeto da famosa expedição naturalista de 1826, em imagens que combinam espírito investigativo com sensibilidade artística.
Parte dessas obras integram a exposição "Langsdorff: A expedição fluvial 200 anos depois", em contraponto com os desenhos de Florence, revelando um tocante – e angustiante – contraste entre passado e presente.
Confira o depoimento de João Pompeu e visite a exposição.
Com entrada gratuita, a mostra está em cartaz na @bbmusp de segunda a sexta, das 8h30 às 18h30.
#fotografia #criseclimática
A equipe do Projeto Amazon PyroCarbon foi à campo para coletar amostras de solo em florestas de terra firme que queimaram recentemente. O time esteve na região de Manaus, no coração da floresta Amazônica, durante o início da estação chuvosa, visitando parcelas permanentes onde o histórico da vegetação é monitorado em campo há mais de vinte anos. As amostras coletadas ajudarão a compreender como as queimadas recentes impactam os estoques de carbono e a matéria orgânica do solo na Amazônia, bem como os impactos de longo prazo para o ecossistema.
Fotos: João Arthur Pompeu
#florestaamazonica
#queimadas
#ecossistema
#pesquisacientifica
O Natural que não precisa de ajustes, nem de retoques, e é perfeito apenas por ser o que é 🐆. Big cat, Jaguar 🧡
- Porto Jofre - MT, Pantanal Norte.
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@jaguaridproject@_jpompeu
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#jaguar #onçapintada #grandesfelinos #bigcat #naturephotography #natureza #portojofrepantanal #pantanal
Nessaea obrinus
Suas asas não causam furações, mas produzem pteroblina, o único pigmento azul conhecido em todo o reino animal.
Em todas as outras espécies animais já descritas, o azul é resultado do espalhamento da luz em microestruturas na pele, pena, cartilagem etc, mas não da pigmentação.
Falei um pouco mais sobre essa foto na seção "foto do mês" do meu blog jpompeu.com/blog (link na bio)
Dá uma olhada lá e se inscreva na lista de emails para concorrer a essa foto impressa em papel fine art :)
A história de fogo da Amazônia é antiga, com registros de até 10 mil anos atrás. Com variações climáticas no passado e o manejo da floresta pelos povos que há milênios habitam a Amazônia, mesmo as florestas mais úmidas de hoje já devem ter queimado alguma vez. Mas, ao contrário das queimadas frequentes que vêm acontecendo em algumas partes da Amazônia, motivada por piromaníacos da agropecuária, essas queimadas históricas têm uma escala secular, com tempos medianos de requeima entre 400 a 3000 anos, aproximadamente. Essas queimadas passadas não têm relação direta com os estoques de carbono atuais da Amazônia, mas deixam seus legados. A queima incompleta da biomassa forma no solo um tipo de carvão persistente por muitas décadas, chamado de carbono pirogênico (ou pirocarbono). Essa fração de carbono no solo é localmente muito pequena, mas somadas as quantidades em toda a bacia Amazônica, pode superar os estoques de carbono das árvores de tudo o pouco que resta da Mata Atlântica. Esse carbono pirogênico aumenta a fertilidade do solo e a resistência das florestas à seca extrema, ao contrário das queimadas criminosas do agro que, em maior frequência, empobrecem o solo e a biodiversidade, com efeito contrário das queimadas espaçadas por séculos. Mas ainda restam muitas dúvidas sobre a influência do pirocarbono na floresta, especialmente onde ela vem sendo degradada pelos incêndios recorrentes. Por isso fomos ao Acre no mês passado em uma das diversas expedições para quantificar e mapear o pirocarbono das florestas amazônicas, projeto do qual atuarei nos próximos anos como pesquisador e documentarista - e talvez como assistente de tratorista em momentos de atoleiro 😂
#fapesp #nerc #conservação #amazônia #ufac #inpe #usp #fotografiadocumental #ciencia #acre #centrodouniverso
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Nascido e criado no interior, descobri meu amor pelo mar na adolescência. Aos 16 anos tive a grata oportunidade de mergulhar pela primeira vez e um novo mundo se abriu diante de mim. Pouco tempo depois fiz o primeiro curso de mergulho e, em seguida, o avançado, buscando ser divemaster aos 18, para trabalhar com mergulho e cursar biologia marinha. Foi o mar que me levou para a faculdade de biologia, mas a biologia me levou para longe do mar, em todos os sentidos. Graças a uma professora, não prestei vestibular no campus da praia, mas sim no interior, pois ela me convenceu de que seria possível me especializar em mar de onde estivesse. Chegando ao curso, fui buscar estágio no único laboratório que trabalhava com organismos marinhos e lá fiquei por pouco tempo. Quem, sim, ficou muito tempo naquele laboratório foi o professor responsável, que na vida real é um irresponsável e, após muita luta estudantil, foi exonerado por assédio. Com isso, a vida me levou para a ecologia de ecossistemas terrestres, onde estou até hoje - 12 anos depois de formado. Não me arrependo, pois outras portas se abriram também e, graças a esse novo rumo, pude explorar outras partes do mundo - sempre buscando estar próximo ao mar por onde passei. Agora, consciente da minha talassofilia, meu objetivo é viver no mar daqui a poucos anos. Enquanto isso, vou buscando o mar como posso e lutando por ele. E encontrei na fotografia uma ferramenta perfeita para isso. Se o meu sonho da biologia marinha me afastou do mar, é justo a fotografia que me aproxima dele.
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