Home _b.ergPosts

Fernando Berg

@_b.erg

Berg muralista | naturalista 🌿 estudos sobre a biodiversidade brasileira, resumido em pinturas e seres divinos 📷 @natgeoberg
Followers
10.9k
Following
2,554
Account Insight
Score
34.93%
Index
Health Rate
%
Users Ratio
4:1
Weeks posts
Graffiti Pra Cego Ver @graffitipracegover É um projeto que possibilita a proximidade de pessoas com deficiência visual, à arte urbana. Através de placas feitas em impressora 3D, criando volumes, texturas e escritas explicativas em braile, para que o desenho seja identificado de forma tátil, e a pessoa possa interagir com seus detalhes. Apresentei o divino tatu-canastra (priodontes maximus), o maior tatu do mundo, é um animal nativo da América do Sul. Pode ser encontrado em vários biomas, como o Pantanal, a Amazônia, o Cerrado e a Mata Atlântica. Como ele possui escamas, unhas grandes e focinho pontudo, foi muito interessante conectar essas camadas à sensibilidade de pessoas com deficiência visual. Conhecido como o engenheiro do ecossistema, cria tocas onde outros animais utilizam como casa, como local de proteção e dormitório temporário. Na arte também apresento flores e plantas, trazendo a flora como composição ao seu lado e centro da cabeça, como se reverenciassem ao tatu. O sol e a lua atrás, acima da cabeça são guias de luz e calor durante o dia e noite, criando uma percepção tanto visual quanto sensorial. Esse processo de cooperação indireta entre as espécies se assemelha com a proposta do projeto, agregando e criando proximidades entre todas as pessoas de forma inclusiva e democrática Projeto @graffitipracegover Realizado por @mosaikybr Quem protege e estuda nossos gigantes tatus @projetotatucanastra
3,355 429
1 year ago
Em dezembro, fui convidado pela @incab.brasil para fazer, ao vivo, um painel durante o evento “Antas Pintoras”, na @umapaz A anta, conhecida como “jardineira da floresta”, é retratada como símbolo de regeneração em um cenário de seca. Por onde passa, a flora renasce, representando um ciclo contínuo que surge de uma árvore imponente, a árvore da vida. As plantas envolvendo suas pernas formam um movimento em espiral, semelhante à estrutura do DNA, reforçando a interdependência entre fauna e flora para a sobrevivência dos ecossistemas Sobre a anta, dois gaviões-carrapateiros interagem em uma relação de protocooperação interespecífica. Alimentando-se dos carrapatos e demais parasitas que estão sobre a anta, ajudam-na a se livrar desses incômodos. Desta forma, estas espécies convivem em harmonia Os gaviões apresentam dimorfismo sexual: o macho exibe pele nua amarelo-alaranjada entre os olhos e o bico, a fêmea apresenta essa região em rosa-pálido. Um deles observa a floresta renascendo, o outro vigia o caminho à frente, onde um filhote de anta aprende com sua mãe a importância do reflorestamento. O aprendizado é simbolizado por uma folha iluminada sobre sua cabeça e pelo surgimento tímido de plantas em meio à terra seca O horizonte árido e empoeirado, com árvores secas e chão rachado, contrasta com a esperança que a anta e o filhote representam. Ao longe, um gavião-de-anta observa tudo atentamente, à espera do chamado característico da anta que, segundo histórias indígenas, ocorre sempre que ela precisa de ajuda para remover parasitas. Esse diálogo natural entre ave e mamífero reforça a conexão intrínseca entre todos os seres da floresta, mesmo em meio à adversidade A protocooperação entre o gavião-carrapateiro, gavião-de-anta e a anta nos ensina sobre a importância da conservação ambiental. Assim como essas espécies se beneficiam mutuamente, os humanos devem proteger habitats naturais, incentivar práticas sustentáveis e conservar a biodiversidade. Relações ecológicas como estas são fundamentais para o equilíbrio e a saúde dos ecossistemas, relação esta que a INCAB e demais projetos de conservação lutam anualmente Obrigado INCAB _ acrílica sobre tecido 200x300cm
869 73
1 year ago
Semeador do Cerrado ou Semeador de Árvores, títulos dado ao maior canídeo do mundo, o lobo-guará. Com o nome científico chrysocyon brachyurus, o que significa “animal dourado de cauda curta”, enquanto Guará, nome que tem origem no tupi, significa “vermelho”. Os indígenas o chamavam de aguará-guazú (o aguará grande), derivando posteriormente para guará. O lobo-guará destaca-se, pela sua importância para a conservação e manutenção da fauna e flora brasileira, anda cerca de vinte quilômetros diários marcando territórios e espalhando sementes de frutas do qual se alimenta, uma delas em especial, a fruta-do-lobo. O Cerrado é dos biomas menos protegidos, apesar de possuir grande biodiversidade. A ocupação humana com a expansão do agronegócio no bioma, potencializa a redução e a destruição do seu habitat natural, ocasionando atropelamentos pela procura de alimento, principalmente em rodovias. A caça é também uma das ameaças à sua sobrevivência. Classificado pelo Ministério do Meio Ambiente como uma espécie vulnerável, em uma lista de animais ameaçados de extinção. Os lobos podem ajudar os pequenos produtores porque comem animais que, muitas vezes, podem explodir e virar pragas porque têm alto potencial reprodutivo, como ratos, cobras, lagartos e anfíbios. Eles operam como controladores desses animais. Conhecido como lobo-de-crina, lobo-vermelho, aguará, aguaraçu e jaguaperi, todos nomes atrelados a sua bela pelagem laranja-avermelhada, que o torna um dos mais belos animais brasileiros. A obra representa uma divindade animal, sua coroa no alto vem de seu alimento e luta pela sobrevivência, suas pernas vem de seu sofrimento e resistência Falarei sobre o material utilizado, na próxima publicação _ Projeto @ozoourbano Obrigado @mosaikybr pelo convite e confiança para este trabalho Também obrigado ao @fabiosouzaart com a solda e estrutura desse trabalho
1,608 257
2 years ago
Ta rolando o @avistar e o primeiro dia já foi muito bom. Vim informar que tem telas disponíveis e prints lá no stand do Instituto Marcos Daniel @imdbrasil @reservakaetes Telas 1 e 2: saíra-apunhalada (Nemosia rourei) Tela 3: anambezinho (lodopleura pipra) Tela 4: corocoxó (Carpornis cucullata) Na quinta imagem tem o print disponível também da saíra, algumas unidades. Local: Jardim Botânico de São Paulo @jardimbotanicosp Neste sábado (16) e domingo (17) das 9 as 18h
0 11
2 days ago
Vídeo do processo do mural feito na cidade de Teodoro Sampaio - SP, mas o mais importante é o audio que contem nele, onde a @gabi.c.rezende coordenadora do Programa de Conservação do Mico-Leão-Preto, conta sobre o projeto. Projeto desenvolvido pelo @institutoipe IPÊ - Instituto de Pesquisas Ecológicas. Este mural é composto de algumas espécies que além do mico, fazem parte da biodiversidade local. Fauna: mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) arara-vermelha (Ara chloropterus) borboleta-de-coronilha (Morpho epistrophus) udu-de-coroa-azul (Momotus momota) araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris) perereca-grudenta (Trachycephalus venulosus) guaraipo (Melipona bicolor) anta-brasileira (Tapirus terrestris) Flora jerivá (Syagrus romanzoffiana) peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron) Agradecimentos Primeiramente ao sabiá-barranco que topou a cena em colaboração, no vídeo @gabi.c.rezende e @institutoipe pelo convite e por acreditarem na arte como um meio de comunicação. @fabioeduardo__2 pelos dias de assistência no mural. @vini.alvesp e @jvitor.medeiros pela atenção no dia a dia @tiaocaipira por me emprestar as palmas que foram para tua apresentação, registradas no final do vídeo
0 92
1 month ago
A convite do Instituto de Pesquisas Ecológicas @institutoipe e @gabi.c.rezende , transformei em pintura algo que vai além da estética: uma forma de democratizar arte e informação por meio da educação ambiental, aproximando fauna, flora e a população da região O mural celebra o Dia Nacional do Mico-Leão-Preto, a biodiversidade de Teodoro Sampaio (SP) e do Morro do Diabo. A obra foi inaugurada em 28 de fevereiro de 2026, na lateral da Prefeitura de Teodoro Sampaio, que também cooperou com o projeto O mico-leão-preto (Leontopithecus chrysopygus) é representado no mural como santidade: uma mãe que abençoa seu filhote entre os braços, olhando para cima como quem pede ao universo que cuide e o proteja. O filhote olha para o espectador com um olhar puro, sensível e sentimental, a intenção é que esse encontro desperte empatia em quem passa pelo mural Em reverência, duas araras-vermelhas (Ara chloropterus) descem carregando frutos de jerivá (Syagrus romanzoffiana), alimento consumido por ambas as espécies. Acredita-se que as araras-vermelhas na região sejam a última população da espécie no estado de São Paulo. Acima, borboletas-de-coronilha (Morpho epistrophus) em simetria se alinham ao sol, junto a uma folha de luz, símbolo da sabedoria da floresta que se manifesta acima do animal. Dois udus-de-coroa-azul (Momotus momota) aparecem como guias espirituais, representados pelas auréolas, enquanto um araçari-castanho (Pteroglossus castanotis) surge curioso. Um dos udus direciona o olhar para o gambá-de-orelha-branca (Didelphis albiventris), convidando-o a contemplar o mico-leão-preto. Entre folhas de peroba-rosa (Aspidosperma polyneuron), aparecem também uma perereca-grudenta (Trachycephalus venulosus) e a abelha nativa guaraipo (Melipona bicolor), espécie sem ferrão ameaçada de extinção. Todos esses seres sofrem com a perda de habitat e a fragmentação das florestas. Ainda assim, áreas preservadas resistem, como o @parqueestadualdomorrododiabo , representado no horizonte. Essa arte busca despertar sensibilidade, principalmente a quem desacredita da importância de nossa biodiversidade, lembrando que só em equilíbrio com a natureza conseguimos viver em paz.
0 82
2 months ago
Um presente em forma de arte para Teodoro Sampaio! 💚 O novo mural do artivista Fernando Berg homenageia o Mico-leão-preto, espécie símbolo do estado de São Paulo, no município onde vive mais de 65% da população desse primata na natureza. Com 15m de largura por 10m de altura, a obra celebra a história de conservação construída há mais de 40 anos pelo Programa do Mico-leão-preto e reforça uma mensagem essencial: cuidar do presente para garantir o futuro. No centro da pintura, o filhote olha para quem passa, lembrando que proteger a biodiversidade é um compromisso coletivo. E a inauguração não poderia acontecer em outro dia que não hoje: o Dia Nacional do Mico-leão-preto. Que essa arte também sirva de lembrete a todos para que, diariamente, toda a comunidade continue engajada na preservação da espécie. #institutoipe #sustentabilidade #esg #biodiversidade
197 38
2 months ago
Labuta sabiá-barranco Turdus leucomelas
0 56
2 months ago
Pintura no evento de aniversário de 10 anos do @atqn.oficial e 11º @diademaisartegraffiti Pintei dois personagens importantes da nossa fauna brasileira e falo brevemente deles aqui, abaixo. A tesourinha-da-mata (Phibalura flavirostris) é uma ave passeriforme da família Cotingidae, endêmica do Brasil e associada principalmente à Mata Atlântica das regiões Sudeste e Sul. Mede cerca de 18 cm de comprimento, com destaque para a cauda longa e profundamente bifurcada. Apresenta plumagem predominantemente cinza, com contrastes em preto e branco e bico amarelado. Sua dieta é majoritariamente frugívora, complementada por insetos, desempenhando papel relevante na dispersão de sementes em formações florestais e bordas de mata. A abelha presente é uma abelha-do-suor, Augochloropsis é um gênero de abelhas da família Halictidae, amplamente distribuído nas Américas e relativamente diverso no Brasil. São abelhas de pequeno a médio porte, frequentemente com coloração metálica verde, azulada ou dourada. A maioria das espécies apresenta hábito solitário e nidifica no solo, escavando galerias onde armazenam pólen e néctar para o desenvolvimento larval. Atuam como polinizadoras generalistas, visitando ampla variedade de angiospermas nativas e cultivadas, contribuindo de forma significativa para a manutenção da diversidade vegetal. Fotos do tesourinha-da-mata (Phibalura flavirostris), disponibilizadas por @biopontini
0 35
3 months ago
0 20
3 months ago
Esse mural foi feito na parte externa do chalé em @rivendell_morretes Representei um pouco da biodiversidade existentes lá e pelas redondezas de Morretes - Paraná No mural estão, o tucano-de-bico-preto (Ramphastos vitellinus) com coroa de bromélia-tanque (Aechmea sp.). Essas bromélias acumulam água entre suas folhas, formando pequenos ecossistemas essenciais para insetos, anfíbios e outras formas de vida da Mata Atlântica. No galho que está o tucano retrato um sapo-martelo (Boana faber), que inclusive é presente em todas as noites la no sítio. Na vista de frente para a casa, um tangará (Chiroxiphia caudata) macho - como no vídeo a seguir - mesmo que distante e desfocado consegui presenciar e gravar a dança do tangará, se apresentavam para uma fêmea na espera que ela escolhesse um deles. Abaixo temos o casal do ano, o cuspidor-de-máscara-preta (Conopophaga melanops) macho e fêmea, possuem dimorfismo sexual e existentes apenas na Mata Atlântica brasileira. Eu chamei de casal do ano porque pude presenciar o processo de nascimento de dois filhotes, enquanto andava pela mata bem próximo à casa, passei ao lado de um ninho deles por acaso, vi os ovos ali e comecei acompanhar, vi como os pais se revezavam entre chocar e depois aquecer/proteger os filhotes, os filhotes desenvolvendo as cores… No lado direito retratei a maria-leque-do-sudeste (Onychorhynchus swainsoni) espécie rara também endêmica da Mata Atlântica brasileira e atualmente ameaçada de extinção. As fotografias das aves foram feitas por mim, mas vou postar outras mais detalhadas e mais completo no @natgeoberg , incluindo os registros do ninho, casal e filhotes
0 34
3 months ago
Pintura no @rivendell_morretes Mas não foi só isso, tenho explorado a fotografia como estudos para as pinturas, Entender comportamentos, ver as cores, ouvir as vocalizações e tudo o que a natureza apresenta. Para a pintura, andamos pela área do chalé onde existe um pedaço de floresta de Mata Atlântica e existe uma biodiversidade muito interessante, encontrei e fotografei esse surucuá-de-barriga-amarela (Trogon viridis), macho e fêmea, o macho possui uma coloração com tons turquesas que migram entre azuis e verdes. Também apresenta tons roxos e azulados com a barriga amarela. A fêmea possui tons cinzas, com a barriga amarela, sua cauda tem listras pretas. É um casal incrível, são curiosos e muito observadores. Durante os dias de pintura eles apareciam muito, então pude ver diversos comportamentos, em bando, sozinhos e em casal. Aqui com o post tem algumas fotos que fiz deles. Mas no @natgeoberg que é meu instagram de fotografia de fauna e flora, estarão todas as fotos e com detalhes. Por falar em flora, a composição de frutos e planta atrás do corpo do surucuá é do palmito-juraça (Euterpe edulis), palmeira nativa da Mata Atlântica e muito importante para o bioma, ela alimenta diversas espécies de animais. Os frutos no adorno sobre o surucuá-de-barriga-amarela estão apresentados nas cores do processo de amadurecimento, que vai do verde ao roxo escuro. A arte foi feita antes de finalizar a obra (novembro 2025).
0 18
3 months ago