RETROSPECTIVA 2025
Morri algumas vezes em 2025, mas passo relativamente bem, obrigado por perguntarem. Se eu sumisse era porque estava tocando, desmontando festa, montando outra, ou simplesmente esqueci de responder mesmo (acontece). Não foi turnê, não foi projeto fechado, não foi planejamento — foi insistência, deslocamento e um certo apego emocional a cabos, pendrives e pistas mal iluminadas.
Esse ano eu estive em muitos lugares, às vezes ao mesmo tempo, às vezes sem saber muito bem onde eu estava. Toquei em clubes, rádios, after, cinema, teatro, bar, praia, lugares improváveis e outros nem tanto. Conheci gente, reencontrei gente, me despedi de gente jurando que era despedida mas não era. Prometi coisas, cancelei coisas, aceitei convites que me arrependo, disse que ia sem saber direito como chegaria e ou como voltaria, e muitas vezes voltei pra casa com a sensação clássica de “deu errado, mas funcionou”.
Queria agradecer a todo mundo que colou, chamou, indicou, acreditou, dançou, ouviu, ficou até o fim, ou simplesmente me aguentou. Aos lugares que abriram portas, aos projetos que confiaram, às pistas que responderam e às que fingiram costume. A lista é grande demais pra caber aqui e curta demais pra dar conta de tudo que aconteceu, então fica esse agradecimento meio torto, porém honesto.
Se algo ficou de fora, não é desfeita — é esquecimento mesmo, faz parte do pacote.
É isso.
2025 passou, eu fiquei.
2026 já está aberto.
E sim, São Paulo… em breve a gente se esbarra de novo.
📸 Fotografia
@luzaloap
🎨 Edição de fotos e design: eu
@studioescambo