edições 100/cabeças

@100cabecas

editora lançada em 2020 que deseja irradiar títulos omissos – ou não publicados no Brasil – de autores ligados ao surrealismo e ao pensamento crítico
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Uma das vozes mais importantes do surrealismo contemporâneo, Penelope Rosemont convida o leitor a atravessar as fronteiras da imaginação e da liberdade criativa em Por dentro dos campos magnéticos – surrealismo, situacionismo, contracultura. A obra reúne reflexões, ensaios e perspectivas que iluminam o surrealismo como uma atitude radical diante da vida.
Com olhar atento à história do movimento surrealista e às suas reverberações no presente, a autora examina temas como imaginação, revolta, desejo, linguagem e transformação social, explorando os “campos magnéticos” que conectam arte, poesia, insurgência política e sonho. A poeta e artista visual, por meio de ensaios e memórias, reflete sobre sua relação com os surrealistas André Breton, Robert Benayoun, Toyen, Leonora Carrington, Mimi Parent, Man Ray, Ted Joans, os situacionistas, principalmente na figura de Guy Debord, e figuras da contracultura e do pensamento insurgente. Tradução: Elvio Fernandes Texto de orelha: Guilherme Ziggy Preparação e revisão: Guilherme Ziggy e corpo editorial 100/cabeças Projeto gráfico: Guilherme Pacola Fotos: Rodrigo Erib
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10 days ago
Em “Na zona tórrida do Brasil”, Benjamin Péret levanta questões que podem ser lidas da perspectiva política, antropológica e ética a respeito do lugar dos povos indígenas no seio da sociedade brasileira. Mas, sobretudo, são “as observações de um poeta”, como ele mesmo definiu em um texto publicado na revista “Manchete” em 1956, reproduzido nesta edição. “O olhar que Péret lança sobre a alteridade ameríndia quer-se um olhar amigo mas sem condescendência, e revela um cuidado em compreender o outro pelo que ele é, sem concessão nem idealização”, observa Leonor Lourenço de Abreu no posfácio do livro. Desde a primeira vinda ao país (1929-31), recém-casado com a soprano brasileira Elsie Houston (1902-1943), Péret manifestava seu vivo interesse pelas dimensões mágica, mítica, histórica e política do Brasil. Em sua segunda viagem, o poeta surrealista andou pelo Nordeste com os Karajá da ilha do Bananal, visitou pontos distantes do Centro-Oeste, habitados pelos Xavante e foi à Amazônia conviver com os Mehinako e Kamaiurá do alto Xingu, na companhia do indigenista Orlando Villas-Bôas. Fez hábil uso em sua escrita do próximo e do distante para permitir ao leitor penetrar regiões remotas do país, onde a floresta é “personagem onipresente, todo-poderoso e devorador, que sorve e absorve”, como a “grande boca prestes a se precipitar sobre o intruso”. “Na zona tórrida do Brasil: visita aos indígenas”, edição inédita no Brasil que a 100/cabeças traz a público é uma amostra das aventuras deste homem que levou a vida aos limites do surrealismo. Tradução, posfácio e cronologia: Leonor Lourenço de Abreu
Fotografias: Benjamin Péret
Projeto gráfico: Renaud Buénerd Fotos: @rodrigoerib
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25 days ago
Poeta e militante do movimento surrealista, Benjamin Péret esteve no Brasil e participou de cerimônias ligadas às religiões de matriz africana sob a tutela de Tio F. e Mãe M. Dessas experiências, surge o livro Candomblé e macumba, que contém catorze reportagens originalmente publicadas entre 1930 e 1931 no jornal paulista Diário da Noite. Com espírito investigativo e profundo respeito pela riqueza simbólica das manifestações religiosas que presenciou, Péret registra aspectos da cosmologia dos orixás, da ancestralidade, das cerimônias religiosas e da vida cotidiana das comunidades que preservam essas tradições. Leitura fundamental para quem se interessa por cultura brasileira, religiões afro-brasileiras e história social, o livro de Benjamin Péret permanece atual ao destacar a importância de preservar e compreender as tradições que compõem a diversidade religiosa do Brasil. A edição conta ainda com um cuidadoso aparato de notas e comentários que explicam e detalham os elementos religiosos, textuais e históricos da obra. Tradução: Bruno Costa Apresentação: Leonor Lourenço de Abreu Preparação e revisão: Corpo editorial 100/cabeças Projeto Gráfico: Daniel Justi Fotos: Rodrigo Erib
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1 month ago
Publicamos o surrealismo em todas as suas formas poéticas — e também nas históricas e filosóficas. Se você quer se aprofundar nos estudos do surrealismo, esse livro tem que constar na sua bibliografia! Automatismo psíquico, escrita automática e collages são práticas que permeiam a trajetória do movimento surrealista. O fato de serem vistas, ainda hoje, como técnicas a serviço de um objetivo específico, revelam a urgência de Patíbulo com para-raios: surrealismo e filosofia, coletânea de ensaios do filósofo e escritor Georges Sebbag (1942), com tradução de Bruno Costa. Patíbulo com para-raios: surrealismo e filosofia é uma recolha de ensaios oriundos do original Potence avec paratonnerre – surréalisme et philosophie (Hermann Éditeurs, 2012) e conta com notas sobre o autor e o livro, de autoria de Alex Januário, e projeto gráfico de Daniel Justi. O título remete à obra do pintor Wolfgang Paalen que ilustra a capa desta edição, uma homenagem ao escritor alemão Lichtenberg que, por sua vez, está presente na Antologia do humor negro, de Breton (1940), cuja tradução está em fase de preparação pelas Edições 100/cabeças, com lançamento previsto para 2026. Fotos Rodrigo Erib.
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1 month ago
Hoje, descubro que saiu um dos trabalhos mais legais que fiz como assessora de imprensa - facilitei uma entrevista entre o gigante Michael Lowy e a @tatirplima (@diplomatiquebrasil ). A entrevista é inteiramente focada no lançamento da @100cabecas , "Franz Kafka - Sonhador Insubmisso", do próprio Lowy, obra que analisa a representação da liberdade no escritor tcheco. No carrossel, deixei alguns trechos para quem quiser ler. A entrevista está disponível na íntegra no site do Diplomatique. Agradeço imensamente à @loploplivros , @elviofgj e à @blogdolivrinho por mais uma oportunidade incrível. 🌟 -- #assessoriadeimprensa #literatura #franzkafka
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2 months ago
A não perder! Dia 11 de março, na UNICAMP.
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2 months ago
“Lá embaixo” é o relato autobiográfico de um dos períodos mais sombrios da vida de Leonora Carrington: a dolorosa experiência como interna de um hospício. Por meio de uma narrativa mágica e iniciática, usada como resposta contra a “pouca realidade” que vivenciou durante sua reclusão, a escritora faz do hospício um lugar encantado. Assim, seria mais correto afirmar que esse livro “não foi escrito – e sim tecido”, em face de acontecimentos traumáticos experimentados no próprio corpo. Entre a ferida aberta e a cicatriz que costura a superfície, a trama evoca fantasmas de silêncio e dor. André Breton, impactado com a leitura do livro, fez o seguinte comentário: “Retornando de uma dessas viagens das quais temos poucas chances de voltar, e que relatou em ‘Lá embaixo’ com uma precisão avassaladora, Leonora Carrington mantém a lembrança das margens que visitou, sem se desesperar por tocá-las novamente e, desta vez, sem ter que desferir golpes, munida de uma permissão para circular à vontade nas duas direções”. O projeto gráfico de Lucas Blat recebeu os seguintes prêmios: medalha de bronze do Brasil Design Award (2022) e medalha de prata no LAD – Latin American Design (2022). Tradução: Alexandre Barbosa de Souza
Apresentação: Diogo Cardoso
Posfácio: Marcus Rogério Salgado
Ilustrações: Leonora Carrington Fotos: @rodrigoerib
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2 months ago
Compondo uma reunião de ensaios e reflexões de Michael Löwy, “O cometa incandescente” foi publicado simultaneamente no Brasil e na França, pelas Editions Le-retrait. Os textos iniciais trazem importantes reflexões literárias e históricas sobre o romantismo, abordado pelo autor não apenas como uma corrente artística restrita ao século XIX, mas como uma forma de pensamento que se opõe substancialmente ao modo de vida da modernidade: o capitalismo, o racionalismo e a objetificação da natureza. Löwy enxerga, então, o surrealismo dentro dessa linhagem de pensamento e produção artística capaz de dar uma resposta reencantatória e política aos problemas da modernidade, instaurando-se como a grande força do pensamento ocidental. As demais seções do livro trazem uma série de textos que buscam analisar, narrar e apresentar as diversas facetas do movimento surrealista ao redor do mundo. É apresentada, então, uma “Constelação” de autores e autoras, seja no cinema, na literatura ou nas artes visuais, como Wifredo Lam, Michel Zimbacca, Sergio Lima, Eugenio Castro. São discutidas também as atuações políticas do movimento e suas reverberações, como Maio de 68, a relação de Trotsky e Breton, a noção de utopia de Ernest Bloch e a atuação em países como na República Tcheca e nos Estados Unidos. A seção destaca também a forte presença das mulheres no movimento, como Claude Cahun, Penelope Rosemont, Ody Saban e Beatriz Hausner. Temas como a cabala, os povos ameríndios, o erotismo e formas de insubmissão também são abordados. Por fim, o livro traz documentos como cartas, tracts e pequenos textos. As ilustrações em nanquim de Guy Girard e o prefácio de Alex Januário complementam a edição. Tradução: Diogo Cardoso e Elvio Fernandes
Prefácio e notas: Alex Januário
Ilustração: Guy Girard
Projeto gráfico: Guilherme Pacola Fotos: Rodrigo Erib
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2 months ago
A primeira definição para a palavra “surrealismo” foi publicada pelo poeta, romancista e ensaísta francês Louis Aragon (1897 - 1982), integrante da primeira constelação de autores que deram forma ao movimento surrealista. Elaboração poética sobre os acontecimentos que envolvem a formação do grupo surrealista no início da década de 1920, o texto de Aragon apresenta a eclosão do movimento em sua vivência. Inédito no Brasil, Uma vaga de sonhos chega às livrarias pelas Edições 100/cabeças com tradução, notas e posfácio de Flávia Falleiros, que classifica a presente publicação como um “texto-chave” para a compreensão da formação do movimento e de sua prática e um “importante testemunho histórico” sobre o período. “Publicar Uma vaga de sonhos em 2024, ano do centenário do texto original, é um passo importante para compreender como se iniciaram as primeiras teorizações do surrealismo. Além disso, com a distância do tempo, permite também compreender como o movimento surrealista evoluiu de lá para cá e por que ele ainda nos fornece chaves para pensar nosso presente”, afirma a tradutora. Escrito a partir de intensos diálogos com André Breton, Uma vaga de sonhos apresenta os termos “surreal” e “surrealidade” meses antes da publicação do primeiro Manifesto do surrealismo, considerado o marco inaugural do surrealismo. O texto de Aragon foi publicado em outubro de 1924 e o de Breton, em dezembro. Fotos @rodrigoerib
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2 months ago
A nova edição dos “Manifestos do surrealismo” de André Breton surge no final do ano de 2024, no centenário do primeiro “Manifesto” (1924) e atesta a vitalidade do movimento surrealista, que conjuga Amor, Poesia e Liberdade. Por entre as páginas deste livro os leitores encontrarão os textos fundamentais que guiaram o pensamento e a vida de André Breton e os surrealistas: “Manifesto do surrealismo”, “Peixe solúvel”, “Segundo manifesto do surrealismo”, “Carta às videntes”, “Posição política do surrealismo”, “Prolegômenos a um terceiro manifesto do surrealismo ou não” e “Do surrealismo em suas obras vivas”. Completam a edição os manuscritos do primeiro “Manifesto do surrealismo”, uma seção de textos e declarações do movimento surrealista internacional, além de um imprescindível caderno de notas dos tradutores Marcus Rogério Salgado e Diogo Cardoso, ressaltando e analisando aspectos da tradução dos textos, da história e do pensamento do surrealismo e seu movimento. Projeto Gráfico: Daniel Justi Preparação e revisão: Pedro Spigolon e corpo editorial 100/cabeças Fotografia: Rodrigo Erib
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2 months ago
Manifestos do surrealismo, de André Breton, foi o título mais vendido na Festa do Livro da USP, e não é pra menos: a edição 100/cabeças traz uma seção de textos e declarações do movimento surrealista internacional (Grupo surrealista DeCollage, Laurens Vancrevel, Annie Le Brun, Sylwia Chrostowska, Joël Gayraud, Guy Girard, Michael Löwy, José Manuel Rojo, Ron Sakolsky, Georges Sebbag), além de um imprescindível caderno de notas dos tradutores Marcus Rogério Salgado e Diogo Cardoso, ressaltando e analisando aspectos da tradução dos textos, da história e do pensamento do surrealismo e seu movimento. Além disso, o livro também apresenta pela primeira vez ao leitor os manuscritos do primeiro Manifesto, que foram cedidos por Aube Breton e digitalizados na França especialmente a pedido das edições 100/cabeças. A preparação dos textos contou com Pedro Spigolon, e o projeto gráfico é do super parceiro Daniel Justi. Tudo isso com aquele descontão, quase teve briga pelos exemplares!!!
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5 months ago
Neste livro, Penelope Rosemont, uma das fundadoras do grupo surrealista de Chicago, discorre sobre os movimentos subversivos nos quais atua desde a década de 1960, narrando ações como a “revolução mimeográfica” por meio da qual militou na imprensa alternativa independente em um momento em que a juventude contracultural se alinhava à luta anticapitalista. O movimento sindical, o movimento ecológico, o marxismo, o anarquismo, o situacionismo e o surrealismo compõem as diversas frentes de ação em que Penelope buscou a transformação do mundo e a mudança da vida. A poeta e artista visual, por meio de ensaios e memórias, reflete sobre sua relação com os situacionistas, principalmente na figura de Guy Debord, e surrealistas como Robert Benayoun, Alain Joubert, Toyen, Leonora Carrington, Mimi Parent, Man Ray, Ted Joans e outros, além de evocar um dos últimos momentos do grupo surrealista com André Breton ainda em vida. O maio de 68, as ações e exposições surrealistas, as manifestações antiguerra perpassam esse livro com seu furor revolucionário. Penelope, em seu pleno exercício da rebeldia, condensou o amor, a poesia e a liberdade em uma síntese explosiva que define toda sua vida, seu pensamento e sua poética libertária junto ao movimento surrealista estadunidense e internacional. Por dentro dos campos magnéticos – surrealismo, situacionismo, contracultura Autora: Penelope Rosemont Tradução e notas: Elvio Fernandes Texto de orelha: Guilherme Ziggy Projeto gráfico: Guilherme Pacola Em breve na 100/cabeças
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5 months ago