Só nós sabemos o peso e a beleza de ser quem a gente é. Tem dia que aperta de um jeito difícil de explicar… dia que cansa, que testa, que faz a gente acordar já pedindo a Deus direção, porque a força parece ter ficado pelo caminho.
Mas também existem dias em que eu me sinto quase invencível. E é nesses momentos que eu lembro de onde eu vim. Lembro da criança que eu fui, sonhadora, leve, criativa, acreditando que tudo era possível.
Foi ela que me trouxe até aqui.
E, no fundo, eu sei: ainda é ela que me mantém de pé.
Nem sempre foi bonito. Já teve silêncio demais, portas fechadas, injustiças que doeram fundo. Teve hora que deu vontade de parar, de largar tudo. Mas eu nunca consegui abrir mão do que é verdadeiro em mim. Porque tem algo aqui dentro que não deixa… uma certeza teimosa de que o que é de verdade não se perde, só atravessa fases.
Então eu sigo. Meio cansado, às vezes desacreditado, mas sigo.
No meio das dores, das frustrações e dos medos. Sigo tentando acreditar que dias melhores ainda encontram a gente pelo caminho.
Quando eu olho pra trás, entendo que nada foi à toa. Cada queda, cada luta, cada dia difícil me trouxe até aqui. E, de algum jeito, até no caos eu aprendi a enxergar um pouco de beleza.
No fim, é isso… é a gente por a gente mesmo.
Mas, por enquanto, eu sigo com o coração cheio de fé e esperança.
Porque, lá no fundo, eu sei: o meu propósito nessa terra é maior do que eu ainda consigo enxergar.
Cahê Rodrigues